DESABRIGADOS DO PARQUE DAS COPAÍBAS COBRAM UMA NOVA ÁREA PARA MORAR

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DESABRIGADOS DO PARQUE DAS COPAÍBAS COBRAM UMA NOVA ÁREA PARA MORAR

Os moradores da comunidade Córrego das Antas, que tiveram as casas derrubadas pelo Governo Rodrigo Rollemberg, pedem ajuda do deputado Chico Vigilante para intervir junto ao GDF a fim de encontrar outra área para morar. A comunidade estava localizada dentro do Parque das Copaíbas, nas QI 26 e 28 do Lago Sul, desde a década de 60 – ainda na época da construção de Brasília.

 

Na manhã desta terça-feira (04), um grupo de moradores do Parque pediu ajuda do deputado Chico Vigilante para encontrar uma solução para as 23 famílias que foram desabrigadas no último mês de julho. A maioria delas alega não ter condições de pagar aluguel.

 

Diante do empasse, Chico Vigilante marcou uma reunião entre a Secretaria de Habitação e os moradores desabrigados a fim de encontrar uma solução para o problema. “Eles não invadiram a área do parque. Muito pelo contrário, moram no espaço há mais de 50 anos: nasceram, casaram e viram os seus filhos crescer na comunidade. Agora, é injusto que o GDF os tirem de lá sem apresentar um plano de realocação ou indeniza-los”, disse.

 

O presidente da Associação dos moradores do Córrego das Antas, Antônio de Pádua, explicou que há mais de 20 anos eles brigavam na justiça pela não remoção das famílias.  “Em 2016, nos notificaram para que deixássemos a área. Depois disso, nenhum órgão do governo nos procurou para avisar da desocupação e nem apresentaram um plano para realocar as famílias. Fomos pegos de surpresa”, contou Pádua.

 

Segundo os moradores, em 2005 o GDF já havia feito uma tentativa de desocupação. Na época, o governo ofereceu lotes em outra área para os moradores que quisessem deixar o local. Mas nem todos aceitaram.

 

Em 2005, a dona de casa Laurena da Silva Neves aceitou ser transferida e chegou a construir uma pequena casa no lote oferecido pelo GDF. Mas, antes mesmo de fazer a mudança definitiva, a Agência de Fiscalização derrubou a casa do lote que ela havia acabado de ganhar do GDF. “Alegaram que o lote que o GDF tinha me dado era invadido”, contou.

 

“Desta vez, o governo derrubou as nossas casas sem ao menos nos consultar ou apresentar um plano de remanejamento. Muitos de nós não têm condições financeiras para pagar aluguel. Precisamos que o GDF destine outra área para construir as nossas casas”, lamentou Laurena.

Assessoria de Comunicação

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