Golpistas alimentaram a crise e agora não sabem o que fazer com ela

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Golpistas alimentaram a crise e agora não sabem o que fazer com ela

O PSDB nunca aceitou os resultados das eleições de 2014, ano de eleições gerais no Brasil, quando a presidenta Dilma foi eleita com 54 milhões de votos.

 

Junto com PMDB e Democratas iniciaram o golpe para tomar o poder: começaram por minar a governabilidade de Dilma e acabaram por destruir o país e colocá-lo na maior crise política e econômica da nossa história.

 

Com a ajuda do Judiciário ousaram tirar do poder uma presidenta eleita sem nenhuma denúncia de corrupção comprovada, mantendo como mantra diário da mídia golpista o discurso de corrupção contra o PT.

 

Determinados canais de televisão e seus analistas econômicos e políticos – na verdade lobistas a serviço do capital internacional – culpavam Dilma por uma crise que eles mesmo criaram e alimentaram diariamente.

 

Financiados pela Fiesp colocaram nas ruas milhares de patos vestidos de verde e amarelo com camisas da entidade mais corrupta do país, a CBF.

 

Deram o golpe e assumiram com a pompa comum aos cínicos: a esperança renasce, saímos da crise, o país voltou a crescer, estamos gerando mais emprego.

 

A imagem transmitida era de um Brasil mudando milagrosamente e instantaneamente pelos simples fato do PT sair do poder e os golpistas se apossarem dele.

 

Um ano depois, ouço os mesmos analistas e me dá asco. Dizem que o Brasil está metido na maior crise de todos os tempos e que ela vai se aprofundar ainda mais.

 

Dizem que o rombo previsto para este ano, em torno de R$159 bilhões deve crescer em 2018 e que isso se deve à herança maldita dos governos petistas e não aos desmandos e perseguições da era Temer.

 

Estados falidos, assim como o Rio de Janeiro dirigido há 20 anos pelo PMDB. Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, estado dirigido muitos anos pelos tucanos, todos em grandes dificuldades.

 

A política desastrada de Temer e sua quadrilha está quebrando estados e municípios. E a solução apresentada por eles para sair do buraco que criaram é a destruição da nossa Previdência Social.

 

Tudo mentira, trama, crueldade.

As reformas de Temer e deste Congresso comprado não vão acabar com a crise.

 

A reforma trabalhista vai destruir direitos e gerar desemprego não acabar com a crise. A reforma da Previdência vai matar de trabalhar os trabalhadores brasileiros, não acabar com a crise.

 

A reforma política de Temer e os 300 ladrões quer criar o Parlamentarismo para continuarem mandando no país; quer instituir o Distritão para que os que já estão na política tenham facilidade de se reeleger. Isso não vai acabar com a crise, só vai nos trazer mais do mesmo.

 

O Brasil está quebrado, liquidado e está camarilha que engendrou a crise, agora não tem condições de tirar o Brasil da crise. Não sabem o que fazer com o monstro que alimentaram. Foram longe demais.

 

Estamos caminhando para uma situação similar à da Grécia, onde o lado mais frágil, os trabalhadores, os terceirizados como vigilantes, pessoal de limpeza, merendeiras, motoristas, os trabalhadores da construção civil e do comércio, é que acabam pagando o pato. São eles os primeiros a serem demitidos.

 

Portanto, este é um momento de resistência, em que a insubordinação civil deve ser aplicada pelo bem do país.

 

Os movimentos sociais, políticos e culturais, as entidades de classe com grande representação na vida nacional como a OAB, sindicatos, estudantes, a CNBB, homens e mulheres trabalhadores da cidade e do campo devem se unir em torno de uma plataforma única que derrube os ladrões e faça o Brasil caminhar.

 

É necessário que o povo unido vá as ruas, numa revolta generalizada contra Temer e sua quadrilha, e exigir a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para a realização de reformas reais, não dessa farsa contínua e podre que hoje presenciamos.

 

Chico Vigilante- deputado distrital pelo PT-DF

Assessoria de Comunicação

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