Líder do PT lamenta aumento da pobreza no país

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Líder do PT lamenta aumento da pobreza no país

Aumento foi verificado em 2016 e 2017, anos seguintes após o golpe

O número de pessoas que vivem em situação de pobreza aumentou nos últimos dois anos (2016/17), de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje, (5/12), pelo IBGE. Em 2017, o Brasil somou 54,8 milhões de pessoas que viviam com menos de R$ 406 por mês, dois milhões a mais que em 2016. Os números mostram que a proporção da população em situação de pobreza subiu de 25,7% para 26,5%. Já a pobreza extrema aumentou 13%, passando a atingir 15,3 milhões de brasileiros.

Em plenário, o líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara Legislativa, deputado Chico Vigilante, lamentou os números divulgados pelo IBGE. Para o parlamentar, embora sejam péssimos, não há surpresa com os índices, dado que se verificam no período pós-impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

“Sabíamos que o golpe parlamentar-midiático implantado no Brasil daria nisso. E que, em consequência, iriam aumentar a pobreza e a desigualdade. E estamos verificando tudo isso agora”, afirmou.

O estudo utilizou critérios do Banco Mundial, que considera pobres aqueles com rendimentos diários abaixo de US$ 5,5 ou R$ 406 mensais pela paridade de poder de compra. É considerada em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia ou o equivalente a aproximadamente R$ 140 por mês.

Mercado de trabalho – Na análise do mercado de trabalho, a SIS 2018 mostrou que a taxa de desocupação era de 6,9% em 2014 e subiu para 12,5% em 2017. Isso equivale a 6,2 milhões de pessoas desocupadas a mais entre 2014 e 2017. Nesse período, a desocupação cresceu em todas as regiões e em todos os grupos etários.

Em 2017, o trabalho informal alcançou 37,3 milhões de pessoas, o que representava 40,8% da população ocupada, ou dois em cada cinco trabalhadores do país. Esse contingente aumentou em 1,2 milhão desde 2014, quando representava 39,1% da população ocupada.

“Hoje, temos mais trabalhadores na informalidade do que trabalhadores formais. Mais trabalhadores sobrevivendo de bicos do que com carteira assinada. Isso é muito grave”, afirma Chico Vigilante.

Equipe Chico Vigilante

Equipe Chico Vigilante

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