Um horror na presidência em meio aos horrores na pandemia

Um horror na presidência em meio aos horrores na pandemia

O capitão Capiroto, que ocupa a Presidência da República, de forma ilegítima (pois elegeu-se com fake news pagos por empresários), teve o descaramento, ontem, de dizer “e daí?” ao ser perguntado sobre as mais de 470 novas mortes por COVID19, em território nacional. Prosseguiu dizendo ser “messias”, mas “não fazer milagres”. Nenhum brasileiro espera milagres de seus governantes, mas exige seriedade, responsabilidade, probidade e demonstração de sentimentos solidários em relação aos governados.

Quando, já em janeiro de 2019, decidi chamá-lo de Capiroto, muitos me disseram que seria um exagero, ou então precipitado. Hoje, quero dizer que, infelizmente, eu estava certo. A índole maligna que suas expressões faciais projetam, a beligerância permanente, os sintomas de paranoia aguda, tudo isso revela um ser transtornado que não pode governar o país, pois não cumpre os menores requisitos administrativos, políticos e psicológicos para tanto.

Há cerca de um mês, quando já minimizava os cruéis impactos da pandemia sobre o povo, eu o desafiei a visitar os hospitais, UPAs e inclusive os cemitérios para ver com seus próprios olhos a gravidade desse horror sanitário. Seu ex-ministro Mandetta, bom de entrevista coletiva, mar ruim de gestão, não agiu com a celeridade necessária para apoiar os estados e municípios. O novo ministro, com aspecto fúnebre e fala confusa e soturna, nem nas entrevistas consegue um desempenho razoável.

Hoje, o governador de São Paulo, ao qual eu e meu partido fazemos oposição, repetiu o desafio para que o presidente saia de sua “bolha” e visite os hospitais para ser solidário aos pacientes, familiares e trabalhadores da Saúde. Se presidente houvesse, deveria fazer, como Lula fazia nas crises: dialogar com governadores de todas as posições políticas, pois o comando do Estado exige um afastamento das paixões, em nome do interesse público.

O STF, pelo ministro Alexandre de Moraes, colocou freio hoje em uma das medidas paranóicas de Capiroto, ao nomear um diretor da Polícia Federal da cozinha familiar dos filhos. Espero que esse gesto seja capaz de estabelecer freios à desordem institucional que o Brasil assiste.

Por tudo que já vimos, não acredito que essa figura horrorosa pare de afrontar a dignidade do cargo e chamo nosso povo a gritar #ForaBolsonaro

Chico Vigilante – Deputado Distrital – PT/DF

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